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"Como Nossos Pais"

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  DNA. Uma corrente de ligação.  Uma tapeçaria molecular que narra a história da vida em um código silencioso e preciso. Atravessando eras de existência, de geração em geração. Recentemente reassisti uma propaganda da Volkswagen.  Era o anúncio da nova Kombi. O comercial é praticamente um filme, traz a Maria Rita, cantora, no novo modelo do carro, e usaram a Inteligência Artificial para trazer de volta a mãe dela, já falecida, cantora gaúcha, Elis Regina. Ambas cantando "Como Nossos Pais". Uma dirigindo ao lado da outra cantarolando juntas. Lembrei de um show da Maria Rita, criado pela marca Nívea, uns 12 anos atrás, chamado: "Viva Elis", onde a Maria canta a mesma música do comercial dos carros. Fui buscar o vídeo antigo e observei a apresentação. Era a última música do repertório. Já no início dela, dava para ver as semelhanças entre mãe e filha: "Quero lhe contar como eu vivi  E tudo que aconteceu comigo...  Mas é você que ama o passado   E que não ...

Bibliotecas e Inteligências Artificiais

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Chegamos em 2025. Olha só, que maravilha.  Quem viveu a virada do milênio, no ano 2000, e achou que o mundo acabaria com o bug dos computadores, assim como eu, sinto muito: "Errou, errou feio, errou rude". Kkk Filmes antigos, desenhos animados, programas de TV nos mostravam uma perspectiva um pouco diferente de como seria essa época (caso sobrevivêssemos). Cada pessoa que mora neste globo azul esverdeado, não vai ao trabalho em sua nave espacial. Não temos nossos próprios robôs completos: "faz tudo", que com certeza o brasileiro daria o nome carinhoso de "Márcia". Hoje temos as IAs (Inteligência Artificial) que quebram um galho, como as assistentes virtuais (entre elas a Alexa e Siri - a primeira nunca entende, a segunda sempre responde quando não é chamada), e temos um foguete que aprendeu a dar ré. Ah, também temos outros tipos de dispositivos inteligentes (os "smarts"), como lâmpadas, fechaduras, aspirador de pó, relógios (esse me lembra o Dou...

Arquivo Vivo: Pós-Enchente

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"O que é um Arquivologista? É aquela pessoa que fica separando papéis em uma sala-depósito cheia de caixas sujas que tem nome de Arquivo Morto?" Um mini infarto atinge 9/10 Arquivistas, quando ouvem esse tipo de coisa. Kkkk É culpa do povo? Não.  Falta de informação, causa confusão. Por isso, estamos aqui. 5 meses já se foram, desde a enchente no Estado. Ainda estamos nos recuperando disso. Não foi, e não será do dia para a noite. Algumas perdas, são irreparáveis. Mas, felizmente, outras, ainda há recuperação. Projeto: Resgate dos Documentos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Barão de Cerro Largo, atingida pela enchente. Professor Doutor Bruno Henrique Machado. Colaboradores: Thaís Duarte, Yasmin Jodar, Douglas Vieira, Luana Alvarez, Lucas Albernaz, Valtair Neto. Bueno, o Projeto História de Pescador - Um Arquivo Comunitário Digital, teve início após uma aula com o Professor Bruno. Quem o conhece, sabe o tanto que ele fala e o tanto de informação que ele traz. Sobre tud...

Puros-Sangues e Caramelo

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"Assim que o mau tempo passar, faço algumas fotos e te envio". A previsão do tempo não melhorou e a enchente chegou. Era final de Abril, quando Seu Manoel me enviou essa mensagem. Após nossa conversa, enfrentamos toda a tragédia, já muito conhecida, mundo afora. Com isso, duas histórias se cruzaram: "O Cavalo Caramelo se tornou o símbolo da Resiliência do Rio Grande do Sul". Ilhado, imóvel por 5 dias, no telhado de uma casa na cidade de Canoas, com seus mais de 300kg, sustentando seu peso, desidratado, superando seus problemas. O Brasil inteiro torceu por esse resgate, mas eu, sabendo apenas de alguns trechos, não havia acompanhado. Tinha tudo para dar errado. Mas, felizmente deu tudo certo. 2 meses depois...senti coragem de ver as imagens. Antes disso, tinha voltado a falar com o Seu Manoel e ele me contou que a água, havia chegado também na Cabanha: "A Lagoa Verde encheu bastante, uma loucura, fomos afetados um pouco, mas em comparação ao que aconteceu em out...

Que Te Permanece de Pé

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"Vazante continua forte no acesso ao Porto de Rio Grande". "Altura da tábua de maré neste momento..." "Nó de vazante..." "Vento..." "Previsão de..." O mês de Maio, foi o mês em que a comunidade Rio Grandina mais buscou acesso à informações marítimas, enquanto as águas das enchentes passavam pela cidade, em meio ao caos, que o Estado estava (continua) vivendo. Áudios circulavam pelos grupos, nas mídias sociais, imagens de vídeos, fotos, tudo que fosse possível acompanhar. Algumas informações (às vezes não verdadeiras) nos deixavam de cabelo em pé, coisa que, de forma alguma, não nos fez bem. Vivendo no modo: Pânico. Já estava sendo absolutamente normal. Acho que não houve um gaúcho que tenha conseguido ter noites inteiras de sono. E houve aqueles que, preocupados com o bem estar da população, passavam seu conhecimento com calma, paciência,  acessibilidade, muitas vezes dando dicas do que fazer, como vedar portas e ralos, para a água não ...

"Deve Haver Alguma Coisa Que Ainda Te Emocione"

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Rio Grande, 17 de Maio de 2024. Abrigo Atípico Fábrica De Cordas/ Fábrica De Sonhos Proprietários: Zéh Catalunha e Rafael Albernaz Lopes Coordenadora Cibele Rocha - Coordenadoria Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades. 22h as luzes se apagaram. A agitação foi perdendo força até o silêncio tomar conta do ambiente. A escala da ronda noturna nos foi passada, intercalando de 2h em 2h, com a mudança  de posição dos trios. O grupo dessa madrugada foi recebido por um dos Coordenadores, Gabriel, que apesar de não dormir por 2 dias, continuava serelepe, e nos deu todas as instruções. Enquanto conversava conosco, ia se despedindo de outros voluntários, como um jovem Bombeiro, que estava feliz por seu macacão estar seco e ele não ter tido a necessidade de entrar na água e resgatar ninguém naquele dia. Foi nos dito que havia mantas e cobertores para nos aquecer, caso precisássemos.  Precisamos. Eu mesma, 2. Andando por todos os lados, enrolada, até o nariz,...

*Nota de Solidariedade*

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Nos solidarizamos com os devidos acontecimentos das últimas semanas no Estado, com as condições climáticas tão severas e a devastação acontecida. Reconhecemos o quão difícil tem sido lidar com o medo, contabilizar as perdas e pensar no recomeço. Da autora, que vos escreve, conhecendo as regiões, de Norte a Sul, Leste e Oeste, deste nosso Rio Grande do Sul, tendo nascido em Guaíba, vivido uma parte nela, mas também em Eldorado do Sul, Santa Maria, Santa Rosa e outras cidades, havendo retornado a Porto Alegre, tendo familiares e amigos nesses lugares completamente atingidos pelas enchentes, meu coração está desolado. A preocupação com as cidades de Pelotas, São José do Norte e RIO GRANDE, com a tarefa de receber esse volume de água, tão grande e enviar ao Oceano. Fica aqui, nesta nota, nosso profundo respeito a todos os afetados, a tristeza pelas mais de 345 cidades acometidas e as vidas levadas.  Mas também, junto com o povo gaúcho, a esperança da reconstrução. Neste momento, somos ...